Inquisição

O processo de Giordano Bruno

Ex-frade dominicano condenado e queimado em 1600; seu processo foi sobre heresias teológicas, não sobre astronomia.

Tipo
caso
Século
XVI
Ano
1592-1600
Local
Roma, Itália

Giordano Bruno (1548-1600) foi um ex-frade dominicano, filósofo errante. É frequentemente apresentado como 'mártir da ciência', mas a historiografia desfaz esse mito: seu processo perante a Inquisição Romana não girou centralmente sobre astronomia ou copernicanismo, e sim sobre teses teológicas consideradas heréticas.

Entre as posições atribuídas a Bruno estavam a negação da Trindade, da divindade de Cristo e da transubstanciação, a defesa da metempsicose e visões panteístas que identificavam Deus com o universo infinito. Sua especulação sobre mundos infinitos era de natureza mais metafísica e teológica do que científica.

Preso em Veneza em 1592 e transferido a Roma, foi julgado por cerca de oito anos. Recusando-se a retratar-se de suas teses teológicas centrais, foi condenado como herege impenitente e queimado vivo no Campo de' Fiori, em 17 de fevereiro de 1600.

A correção do mito não é absolvição. A execução de um homem por suas convicções é um abuso grave, contrário à liberdade de consciência que a Igreja viria a reconhecer plenamente.

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